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6 de janeiro de 2012

Não Há Ano Novo Sem Progresso

Não Há Ano Novo Sem Progresso

O Ano não se renova pela passagem do dia de reveillon, e sim pelo progresso. Começo assim, minhas palavras de hoje com um sentimento muito bom no peito, o desejo de que nesse ano, no qual ocorrerá a Eco-2012, ou seja, Rio + 20 anos depois da primeira Conferência Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, o mundo possa dar mais um passo na caminhada pela sustentabilidade através do intercambio de idéias e chegada a novos consensos.

Em 1992, na Conferência da ONU, diversos países assinaram documentos fundamentais em prol da sustentabilidade. A RIO-92 foi um marco, pois promoveu na área política mundial o debate ambiental. A Rio 92 auxiliou na ampliação da conscientização ambiental internacional e melhora no reconhecimento da responsabilidade em maior grau dos países desenvolvidos perante a poluição ambiental.

Triste saber que 2011 foi o ano Internacional das Florestas e o Brasil, visto como liderança e país exemplo na área ambiental, sediou verdadeiras tragédias: como o processo de construção de Belo Monte e a aprovação no Congresso Nacional do novo Código Florestal.

Por essas e outras não podemos esperar apenas grandes Congressos Mundiais que são igualmente importantes, mas que sozinhos não são suficientes para alcançar a sustentabilidade. Lutemos aqui e agora por uma vida digna, onde a esperança não se parta quando nos debatemos com a corrupção e a ganância dos homens. Isso tudo porque a consciência, o senso moral nasce mesmo é dentro da alma.

Não vou desejar que 2012 seja o ano perfeito, onde as questões ambientais sejam completamente resolvidas. Mas que este ano supere os anos anteriores e que:

- Mais pessoas aprendam a se aproximar umas das outras com respeito, carinho, e se unir com coragem e entusiasmo para angariar forças para fazer a nossa parte e cobrar dos nossos “representantes” políticos atenção à necessidade do coletivo, do social, do meio ambiente, da economia, enfim, da sustentabilidade.

- Mais políticos se incluam no item anterior, como pessoas. Muitos parecem não fazer idéia em quanto os bens materiais nada valem e que obter amor, respeito, carinho de alguém de verdade, sem interesse, é o que mais nos dá aquela leveza gostosa no peito, quando nos sentimos verdadeiramente bem. É a sensação de cumprir o nosso dever de forma respeitosa que nos eleva.

Que as pessoas, as associações, Instituições, órgãos públicos e privados se interajam de forma harmônica. Há muito por fazer local e globalmente. O desafio da Rio + 20, por exemplo, é imenso diante a economia global e necessidade de conscientização e aderência de diversos países. Será a tentativa de acordos mundiais e esperança, quem sabe, de fortalecimento da constitucionalização de seus princípios e garantias na legislação de cada país, de acordo com sua especificidade. Também é um grande desafio nos policiarmos e procurarmos dentro de nós uma reforma intima adquirir conhecimento, levantar ao cair, voltar a sorrir e trabalhar quando somos humilhados, ensinar com exemplos e palavras aos outros a também fazer o bem ao planeta, isso inclui fazer o bem ao próximo. Enfim, continuar agindo corretamente mesmo quando estivermos desanimados, quando o outro ainda não colabora, quando você acha que é pouco, muito pouco e não vale a pena. Saiba que vale e muito, pois é o que soma!

Com carinho, Lhe desejo progresso interno, local e global.

Daniela Lemos Ferreira
Diretora de Ciências e Tecnologia
Instituto Atitude Sustentável



“Seja a mudança que você quer ver no mundo.” (Mahatma Gandhi)


Este texto foi disponibilizado para irádio http://iradio.liveradio.com.br/site/ na coluna sustentabilidade de Rodolfo Fernandes.

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